29.6.08

peça

uma peça que eu fiz a algum tempo atrás. desculpem pelos erros de repetição e etc, afinal eu tinha 10 anos de idade:

Brasileiros

Tudo começou em 1966 quando a ditadura estava no auge de seu poder.
Luciano Cavalcante dos santos conheceu sua futura esposa Maria selha Alves enquanto protestavam contra a ditadura militar, os dois eram estudantes e deviam Ter seus vinte e dois anos:
- Queremos justiça! Queremos justiça! - Todos gritavam.
Mas quando os dois se viram parecia que o mundo tinha parado, e naquele momento cada um se fez manifestar um sentimento tão grande que nunca nem um dos dois tinha sentido. E é ai que começa nossa história.
Os dois se casaram e tiveram um filho chamado João Cavalcante Alves dos santos:- Papai! Papai! Vamos para o Parque hoje. - Exclamou João. Luciano olhou nos olhos de seu filho e pensou: - “Ah se ele soubesse”. Não posso meu filho. Mas você sabe que se o papai pudesse ele iria com o maior prazer. - Seu filho olhou em seu rosto e disse: - Está bem papai, eu sei, mas o senhor nunca diz para onde vai e nem por que vai, mas sei que o senhor tem um bom motivo.
– Obrigado meu filho, eu juro que tudo o que o papai está fazendo é pelo seu bem estar no futuro e pelo bem estar do nosso país, mas me prometa que mesmo se o papai não estiver aqui enquanto você crescer, você vai será um bom garoto. – disse Luciano com os seus olhos brilhando.
- Eu prometo papai. - Luciano e sua mulher sempre saiam de sua casa com a consciência de que podiam não voltar, mas desta vez Maria achou que tinha algo errado: - Estou sentindo uma sensação estranha Luciano, acho que algo irá acontecer. – disse Maria com a mão no peito. – Besteira Maria! você sempre sente essas coisas e nunca acontece nada. – Luciano aproximou-se de Maria e disse: - Não se preocupe Maria, tudo está bem como sempre esteve. – Mas desta vez e infelizmente Maria estava certa, algo de muito ruim estava para acontecer. Logo que Luciano e Maria chegaram ao ponto onde sempre se encontravam com seus amigos. Mas como sempre eles tinham que disfarçar muito bem, pois existiam agentes do D.O.P.S em todo lugar. – E ai tudo pronto? Perguntou um de seus colegas.
– Sim. Vamos fazer uma revolta que vai ficar para a história desse país e em fim vamos conseguir nossa liberdade! - Mal sabia Luciano que um de seus colegas era um traidor e tinha dado todas as informações para um terrível agente do D.O.P. S, Gregório Sousa. Em quanto isso em sua casa, seu filho, João, estava sozinho. Até que ele escutou um barulho na porta mais ou menos assim: boom!!!!!!!! Quando viu lá estava o temível Cassiano, também agente do D.O.P. S, ele o levantou pela gola da camisa e começou o seguinte interrogatório:
- Cadê o seu pai moleque?! –Exclamou Cassiano.
– Eu não te devo satisfação seu... seu... – disse o bravo garoto.
– Complete seu pirralho!!! Onde está seu pai?!!! Repetiu Cassiano mais alto ainda.
– Já lhe disse eu não lhe devo satisfação!!! - Repetiu João. Neste momento ele mordeu a mão de Cassiano e saiu correndo para qualquer lugar bem longe da li, mas com sua perversidade Cassiano sacou sua arma causando a trágica morte de um garoto de apenas seis anos de idade( sonorização – trecho do refrão de: “Pra não dizer que não falei das flores” por Zé Ramalho) Luciano e Maria já estavam apostos em frente a presidência, foi quando Maria viu Gregório um dos chefes do D.O.P.S e ela o perguntou:
- Como você soube?
- Um dos seus amiguinhos me contou Ah! E meus homens já cuidaram de seu filho. Disse o bandido em tom de ironia.
– Não! Meu filho não! - Disse Maria abismada.
– Há! Há! Há! Em breve será seu marido! – Disse Gregório. Nesta hora Maria caiu em um pranto desesperado.
- Eu não devia Ter vindo! Eu não devia! - Luciano não sabia o que estava acontecendo, até que houve um disparo. Luciano estava Morto e a única pessoa que sobrara de sua família era sua esposa, quando seu corpo caiu ao chão descobriu-se o seu assassino cruel Gregório Alves. ( sonorização – Trecho final de: “ Pra não dizer que não falei das flores” por Zé Ramalho). Neste momento Luciano se levanta e diz:
– O sangue de vários brasileiros foi derramado e eles derramaram seu sangue pela liberdade do nosso país, pela nossa liberdade de expressão e graças à bravura de vários deles que lutaram contra a ditadura, é que hoje nós possuímos essa tal “liberdade”, no entanto nós não a valorizamos, não valorizamos o esforço de todos esses cidadões brasileiros que lutaram para o futuro do nosso país e por isso, que eu não fiz essa peça com o mocinho tendo um “final feliz ” ,pois “final feliz” não era uma realidade daquela época e sim um triste fim. Poucos foram os que ainda Morriam como Luciano muitos eram torturados até a morte mas se todos vocês parassem para pensar, existe sim um final feliz. O final feliz é que todas aquelas pessoas queriam liberdade de expressão para eles, mas se não fosse possível para seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos... Em fim, para o Brasil. E hoje graças a eles nós temos a tão aclamada liberdade de expressão. Mas de que adianta o sofrimento deles se não damos valor a nada disso hoje em dia? Por isso fiz essa peça para que vocês reflitam e passem a valorizar os grandes homens e mulheres que nos fizeram livres de uma incansável repressão militar. Muito obrigado!