2.4.10

a branca e o ogro de mim

Eu te amo. Que estranho. Olhando mais pra baixo não imaginaria dizer isso. Não amava meus textos anteriores. Amo você. Posso ter confundido esse amor. Agora sei que é maior do que o puro platonismo. Posso estar confuso agora. Quão Bela mulher, Mulher. Passos firmes, passos de mulher. Olhar, atitude indecifrável de mulher. Mulher. Menina. Mulher. Não tropece! Não! Eu estou aqui! Sou um ótimo apoiador. Eu estou aqui. Não quero estar, pois por mais que “penso”, seu apoiador, já existe. Viemos da mesma fábrica. Sou o apoiador que te apóia, cheio de si, tão cheio que não me apoio. O outro, é o que não te apóia, cheio de si, tão cheio que só apóia a si mesmo. Você não quer o meu apoio. Quis? Quer. Tem medo. Comodidade. Tão madura menina! Tão ingênua mulher! Você é demais pra ser simplesmente apoiada. Você é demais. Curvo-me ao te ver. Quantos séculos de convivência, e mal me conheceu. Quantos séculos de convivência... E só te conheci agora. Antes era só por estar intrigado, hoje por ter sido instigado, desafiado. Mas como ir à luta com um fraterno? Não! Minha honra é maior. É? Mulher. Menina. Mulher. Oh! Quão Bela eis distinta senhora. Me ensinou, mesmo que indiretamente, a ser mais feliz, e passar isso aos outros. Me ensinou. Não aprendi, pois é o oposto do que estou fazendo agora. Deixando você que me lê, triste, intrigado, entediado. Entediado. Muitas opções. Mas a escolha não está no cardápio. “- Dá pra dar uma forcinha chef? Abra essa exceção, me sirva o prato.” Se fosse fácil assim... E é. Pedir é o que há de mais fácil. Mais se você conhece a fama dos chef de cozinha, do chefe, sabe que as leis de um novo tempo são seu maior lema. Primeiro, eu; Segundo, eu; Terceiro, eu. Parece que quando tudo está dando certo, dentro de você está dando errado. Mulher. Menina. Amo você. Mas não me peça pra classificar tal amor.