15.6.10

o infeliz conto de Nefasta

Era uma vez, Nefasta. Desde sempre trabalhou como servente de sua maldosa mãe,Mafalda, e sua, não menos má, irmã Matilda. Quando aprontava, Matilda, tratava der por a culpa em sua mais velha irmã, que de tanto ganhar fama de má, foi desprestigiada por sua mãe com tal nome. Na adolescência, Nefasta, encontrou seu príncipe encantado e, enfim, saiu da casa de sua mãe. Teriam sido felizes para sempre, até o dia em que cavalgava com seu jovem marido pelos bosques do reino e avistou sua mais jovem irmã. Que trazia a notícia da morte de sua mãe. Nefasta ficou muito triste e comovida, abrigando assim, Matilda em seu castelo. Passou-se algum tempo até que ela notasse um comportamento incomum de sua irmã, que parecia querer algo a mais com o príncipe, mas em sua inocência Nefasta ignorou que fosse possível tal idéia, até que Matilda teve uma filha, do príncipe. Ela ficou muito triste com tal idéia, não podia acreditar e fugiu. Fugiu pra dentro da floresta até próximo à um penhasco, aquele era o seu lugar preferido pra pensar. Ao chegar, Nefasta deu de cara com sua irmã. Então ela passou a contar seu plano maligno de roubar o reino e o príncipe de Nefasta, logo o príncipe chegou e disse que a iria impedir e que seria presa no calabouço, quando se aproximou dela, Matilda se desequilibrou e caiu do abismo, onde nunca mais foi vista. Nefasta teve de criar a garota junto com o príncipe, como se fosse sua mãe, mesmo vendo todos os dias em seus olhos negros e em sua pele alva a imagem de sua irmã. A menina ganhou o belo nome de Alva D’neve, devido a origem francesa da família real. O príncipe já era rei, e Nefasta rainha quando Alva completou seus 5 anos, ali já demonstrava sua natureza cruel e endiabrada. O monstrinho, digo, Alva adorava quebrar objetos do castelo e por a culpa em sua madrasta, agora má aos olhos de todos, menos do rei. Nefasta tentava conquistar o amor da criança, mas sempre sofria pontapés e seguidas correrias. Quando completou 15 anos a garota resolveu que queria ser rainha, e tramou um plano pra separar sua madrasta má de seu bondoso pai rei. Porém ele não acreditava mais no que ela dizia e a mandou para o castigo no quarto mais alto da torre mais alta. Nefasta foi visita-la na intenção de conquista-la de vez e à tirar dali, mas já era tarde e o plano da garota havia tomado proporções trágicas. Ao chegar no quarto a garota pegou a agulha da roca de tear e ameaçou a madrasta, que tentou convence-la do contrário, mas de nada adiantou, Alva atirou a agulha, mas antes que atingisse Nefasta o rei chegou e atirou-se em frente a arma pontiaguda, salvando assim a vida da esposa, mas perdendo sua vida com o acerto em cheio em seu coração. Alva D’neve fugiu pela janela carregada pelos pássaros da floresta, que ela controlava pela magia negra herdada de sua mãe genitora Matilda, os guardas que encontravam-se na porta do quarto, e viram tudo acontecer, foram atrás da garota, a contragosto da rainha que os tentou impedir, mas de nada adiantou. Os caçadores não a encontraram, mas sabe-se que ela encontrou sete criaturas tão horrendas quanto ela e começou um novo reino na floresta negra em que ela era a rainha dos anões. Já Nefasta, descobriu que estava grávida de gêmeos, e que o rei havia deixado nela um pedaço de si. Num futuro próximo seus filhos seriam roubados e doados à camponeses com os detestáveis nomes de João e Maria. Nefasta foi infeliz para sempre.