Uma ainda está aqui, uma que ainda não caiu por terra. Pode uma montanha desmoronar? Não. Então sou uma falsa. E de alicerces maquiados vive a humanidade, a humanidade que reside em mim. Como fui não condizente. Como sou despreparado para este mundo. Me leva de volta. Isso está me fazendo muito mal. Não sei se pelo ar que me contamina. Não sei se pelos terráqueos que me começam a notar. E é sempre assim, se me notam devo fugir. E trocar de família novamente. Não pensem que me enganam com estas imagens implantadas. Sei muito bem de onde vim. Sei muito bem que não sei pra onde irei. Agradeço, como agradeço, por terem mandado alguns junto comigo. Por terem enviado fluentes em meu dialeto local. Mas por favor, me levem de volta. Por favor! Não sei se posso aguentar mais alguns dias, séculos são muito demorados, e tenho medo de continuar e amar mais e mais os humanos. Vejam, já os chamo assim... Não os desejo mais amar, pois de decepções vivem eles. De decepções que infelizmente também tenho vivido e não sei se posso suportar. Inconstantes seres que do alto de sua insignificância me ensinaram que o amor é para poucos, e o que eu aprendi foi apenas que o amor é sádico que consome a todos, como um protosoário, e acaba com os sonhos de uma verdadeira amizade interuniversal.
Me levem de volta, pois não há mais consolo que me conforte.
