
17.8.10
pela manhã escura
É sempre assim, na ausência interminável de amor, ao despertar-me, sinto essa ânsia encantadora geradora de tanta dor. Cor enferma de pele. Enfermidade que me atrai. É redundante, mas pergunto. Por quê? Meu amor, cadê você? A cada manhã, não vejo ninguém ao lado. A cada século do meu ser, sinto que não existe nada a sentir, e o quão patético sou por tentar sentir algo. Detesto, de-tes-to ter que repetir essa projeção em minha mente sempre ao despertar. Maldito despertar que abate. Acredita ao ver o que digo? Ou simplesmente aceita-me sozinho onde estou? Ignorando as palavras que soam mal aos seus ouvidos. Vá, e me deixe aqui sozinho como sempre fui. Sei que não, mas às vezes amigos não são o suficiente. Vá! E me deixe aqui, sádico por enfermidades e depressões. Depressões estas, que só existem em mim. O fracasso vem me consumindo desde o inicio do último milênio, e estou passando realmente a acreditar que os que me deixaram aqui, já não lembram mais de mim.
