3.8.11

sob a luz d'uma falta de ar


Minha viagem pousou-se no vácuo. Fico aqui; observando os gestos, por muitas vezes desejando ser o outro, e respirar um pouco desse ar que me falta.
 Sei que para alguns tal ato é venenoso, esse é o meu caso, afinal. Mas tão bom quanto respirar esse gás chamado amor, é senti-lo ser arrancado de seus pulmões ao ver aquele que lhe jogou em tal atmosfera.
Mas eles nunca vêm fazer companhia.
 Prefiro, então, ficar no vácuo, que é o meu lugar.