8.11.11

delinquente amor

E mais uma vez o amor me puxa com tudo para cima de ti. “Estava superado, claro” aí você me vem com essas lembranças que nem eu sabia existirem. Primeiras vezes que eu não experimentei, ou preferi esquecer por serem milimetricamente planejadas por minha mente perversa por você. Mais uma vez esse magnetismo sádico me faz tremer, segurando no primeiro poste a frente, para não ser arrastado à você, para que não te machuque e nem a mim. Mas você, imóvel, mesmo com este furacão ao seu redor, este furacão dentro de mim. Como pode não ver ou sentir um calafrio que seja ao ver tal fenômeno quase que pulando dos meus olhos ao cruzarem os seus? Como pode não sentir um choquezinho que seja ao meu corpo, eletrocutando-se por esta força cruel, lhe tocar?
Eu nunca, repito, NUNCA vou te entender, amor. Aliás, será este mesmo o seu nome? Por que você não me parece o tipo de entidade que nos entrega o RG verdadeiro. Alguém com tanto mal pesando nas costas não poderia sair por aí de cara limpa, esfregando o nome na cara dos honestos, como você faz.
“Amores passados” passando, ESFREGANDO o fracasso na sua cara demaquilada, quase translúcida de tão sincera. Amores passados, passando pimenta no seu olhar profundo que implora para que o note, apaixonado.
Eu nunca vou te entender. Marginal, inconsequente,



delinquente Amor.



Ou seja lá o nome que a rameira da sua mãe tenha lhe agraciado.