20.12.11

primeiro eu, segundo sol, terceiro phantom



No meu quarto sem janelas procuro medo onde não há. As paredes se estendem, impressionado presenças faltosas ao olhar pra trás. Se está aí, nunca se aproximou, nem disse olá. se está aí é pq existe, mas como saber se por mal-educação não se apresentou?
É melhor assim, sem ninguem por perto viraria um semelhante devido ao fuminante que sofreria. Quero os amigos ao redor, pra que o borrado nas íntimas seja compartilhado, e a experiência repassada como verossímil e não duvidosa como todas.
Ouso “todas”, pois, ora, se comigo não ocorreu, não ocorreu para o mundo.
Ora, se o mundo é meu e pra mim não ocorreu, no universo é inexistente.

Amigos, zumbidos, amores e agora fantasmas. Inexistente à mim, inexistentes a você.



Nesse mundo só temos uma certeza: o egoísmo.