Contraio as pálpebras, evitando a tela e vou me chegando aos pouquinhos. Hora me sentindo invasor, hora me sentindo invadido. Hora desprezado, hora desprendido.
Ao lado de tal mina, sentado, observando números no horizonte pálido, decido que é hora de por a coceira no papel, já que sou afobado. É só que não quero desperdiçar o sangue que corre em minhas veias e ao invés de deixa-lo escorrer pelo ralo, o espalho pelas paredes dessa minha segunda casa, para que você o veja e aprecie como arte.
Daqui a um mês posso nem lembrar da motivação desse presente, mas também posso, por causa dele, estar preso; como o delinquente.