Procuro a graça da espera enquanto espero a dita graça. O rosto corado, atitude anciã e quem começa a sentir a velhice sou eu. Que tempo é esse que não chega?
Minhas engrenagens encolhem pela chuva, mas minhas bochechas não se umedecem por contato dela, mas por um fluido agridoce que amarga até a alma mais açucarada e embaça a visão mais cristalizada.
Porém, Cristal não riu da piada, ele não está satisfeito e, clamando entretenimento da plateia - sentado num estofado por nuvens, prepara os tomates a serem atirados. E os atira; como um jovem sociopata aumentado uma formiga com sua lente cientifica.
Você ouviu esse som?
Será o alarme que determina o fim do ato? Mas ele não devia soar antes do show começar?
Esquece, já achei tê-lo ouvido antes. Acho que meu espetáculo está longe de ser odisseia e esse triste, patético rojão molhado de primeiro ato deve ser o meu último, afinal.