A maior parte do tempo eu passo na minha cabeça, isso não é algo ruim, necessariamente. Rebocos de parede e entardeceres me acalantam quando o infinito é vazio; quando o sono passa a ter sentido como o recreio da vivência circular - o portal momentâneo para que lembre do lugar de onde veio, do lugar que está vindo e assim marchará por todas as eternidades, mesmo as que ainda não ofendem à vista.
A moleza do ser que é moça e menino; como lâmina afiada ignorando lógicas do velho testamento ao dançar, partindo o queijo. O vício de existir como antes, torcendo por uma reviravolta tipo favorita - onde a musa quebra meu paradigma de derrota. Onde o coração será como provolone e o olhar, peixeira. Quando eu poderei cuspir sem molhar o chão de tamanho deserto apreciado esfarelando minhas entranhas. Quando mandar <3 na madrugada e você não responder com <3. Quando o espelho for recíproco ao meu beijo desesperado. Quando darei tchau às interrogações e pintarei o ponto da exclamação. O agora.