28.12.15
ta tudo na sua cabecinha
Eu não te procurei. Você surgiu como alfinete. Eu não te procurei. Olha pra você, olha pra mim. Você se meteu em 3 e em 3 continuou, depois 2 e um e um e um. A matemática é tão simples no jardim. 1+1=2. Mas porque eles só ensinam - e quando ensinam - filosofia mais tarde? Por medo que crianças não suportariam o peso de saber que existem? O existir é sim pesado, pesadíssimo e insuportável. Ao menos pra essa leva de existência na qual nos encontramos. Se o mundo, graças a deus, é fruto da minha cabeça; por que essas projeções do ego não podem, também, ser palpáveis? Por que crio inconscientemente rotas pra um futuro nada mais do que potencial? E mais importante: Por que me apego a uma dessas cordas sabendo que a lanterna do destino nunca aponta pra onde estou olhando? É sempre superior e maior e mais belo o lugar ao qual ela aponta. Mas insisto em dar atenção a caminhos que de tão ordinários se tornam improváveis. Por probabilidade, como na matemática, se eu penso na possibilidade ela quase que automaticamente se anula da minha perspectiva concreta e pula pra algum outro zé paralelo menos atento e paranoico que eu, porém mais feliz. Se o mundo existe, graças a deus, por que não existe como é de direito do seu criador? Graças a deus! Desculpa falar, eu não te procurei. Mas você continua pipocando no meu caminho e olha pra você, é impossível não parar pra contemplar a criação que é você.