23.2.14

a festa do senhor daqui

O ontem me pegou de surpresa. Nunca tão independente, ereto; mas à deriva num mar repleto de faróis dissimulados. Personalidades que mudavam de cor como as luzes deles, e mudaram. E aí a escuridão acenou, não senti medo, a abracei. Meu esqueleto enrijeceu, meu cérebro alinhou-se, enxerguei o pretume dentro de mim, me embriaguei de preto e o preto velho me protegeu. Era toda sua aquela, era a festa dele. Não só o romance, mas a irmandade entrou em questão na pauta dos meus dias nessa geração. Não a culpo, a mesquinheza é reflexo direto voltando à minha retina egoísta, danificada por tantos portos. Sinto que estou voltando aos poucos àqueles que aqui me deixaram. Mais um halloween e sinto. Sinto que eu estou voltando ao meu lar. E então ela será minha, a festa será toda minha.